2 de fev de 2009

A NORMA ACEA NOS LUBRIFICANTES


Quando
chega a hora de comprar um lubrificante para o motor de nosso carro sente-se até medo de olhar o que está escrito no frasco. É tanta letra e número misturado que ficamos algum tempo observando, tentando entender o que está escrito ali. Quem entende um pouco de lubrificante, geralmente lembra da norma americana API (American Petroleum Institute). Antigamente ela era a única que aparecia nos rótulos dos lubrificantes mostrando o tipo de óleo que havia sido aprovado nos testes americanos. E assim a classificação SE, SF e SJ diferenciavam-se nos motores a gasolina e álcool. Os motores diesel aparecia outra classificação: CD, CF, CG, CH. Veja em ENTENDA A SOPA DE LETRINHAS - API.
Em 1998 surgiu a ACEA (Associação dos Construtores Europeus de Automóveis). Esta associação surgiu devido a União Europeia (UE) que exigiu das montadoras índices mais baixos de descarga de dióxido de carbono (CO2) no meio ambiente. A proposta: A proposta fixa um limite médio de emissões de CO2 aplicável aos fabricantes de automóveis, a fim de atingir o objetivo médio de 130 g de CO2/km para automóveis novos matriculados na União Européia (UE). Este limite de emissões é aplicável aos automóveis de passeio de cada fabricante. O nível de emissões de CO2 é medido de acordo com o Regulamento (CE) n.° 715/2007 relativo à Norma Euro. O valor-limite de emissões não é aplicável a cada veículo individualmente, mas sim à média de todos os veículos concebidos por um fabricante registrado na UE num ano. A meta representa uma redução de 25% a partir de 1995 o nível dos 186 g/km e é equivalente a uma economia de combustível de 5,8 litros/100 quilômetros ou 5,25 litros/100 quilômetros para a gasolina e motores diesel, respectivamente.

Veja o quadro abaixo:



As classificações:
Para os motores a gasolina usa-sa a letra A.

Para os veículos a diesel com injeção direta usa-se a letra B.
Para os veículos a diesel pesado usa-se a letra E.

Acea A1/B1 - Lubrificante destinado a motores a gasolina e diesel de baixa fricção. São as viscosidades que estão na faixa dos 5W30, 5W20, 0w30... etc.

Acea A2/B2
- Essa classificação foi excluída apartir da edição de 2007 porque pode causar danos aos motores mais novos. Porém poderá ser usado desde que o Manual do Proprietário peça.


Acea A3/B3 - Lubrificante destinado a motores gasolina e diesel de alta performance, para longos intervalos de troca ou como pedir o Manual do Proprietário.

Acea A3/B4
- Também destinado a motores de alta performance, porém superior a B3 diesel.


Acea A5/B5
- O lubrificante com esta aprovação é economizador de combustível, assim como Acea A1/B1, porém com maior capacidade de intervalos de troca. Servem para motores de alto desempenho e sua velocidade é superior aos demais. Este lubrificante pode ser impróprio para alguns tipos de motores. Nestes casos é muito importante que verifiquemos o Manual do Proprietário. Este último apresenta o menor índice de descarga de CO2 no meio ambiente.


A cada dia que passa temos que estar mais atento a tudo que nos cerca. Os veículos deixaram de ser apenas um objeto que usávamos quando íamos viajar ou saíamos nos fins de semana. Cada vez os carros estão mais presentes em nossa vida e precisamos deles para tudo. Tomar alguns cuidados na hora da troca de óleo nunca é demais. Lembre sempre de verificar o Manual do Proprietário e na hora da escolha do lubrificante verifique as suas aprovações.

Em breve estarei publicando sobre a Norma Acea para a linha diesel pesada.


FONTES: wikipedia.com
europa.eu
IMAGENS
: total.com
google, wikipedia


5 comentários:

Paulo Maeda™ disse...

grande post Sávio. Eu sempre tive curiosidade em entender a "sopa de letras" dos óleos automotivos, mas paciência para isso anda faltando pra todos né?
Parabéns

Alexandre Ribeiro disse...

Caro Sávio:

A volta dos posts do alter ego MAGO DOS FLUIDOS de alguém que conhecemos muito bem, mas que para a felicidade de sua vida privada precisamos manter sua identidade secreta em sigilo...hehehe

Ali disse...

Primeiro, obrigada pela visita e coment no meu blog.

Segundo, gostei daqui também. Eu fico totalmente perdida com essas coisas de carros, volta e meia corro a olhar o manual do fabricante. Boas as dicas.

Anônimo disse...

Infos muito importantes.
Atentar que alguns óleos se qualificam como 100% sintéticos, mas possuem somente 1% do volume efetivamente de hidrocarbonetos sintéticos, geralmente são API "only".
A qualificação ACEA (Européia) parece mais transparente.

Marcelo Carvalho disse...

O problema é que tem marca que não informa o ACEA... como fazer nesse caso??