18 de jun de 2007

Atenção extra para os fluidos de radiadores

Todo mundo sabe que dentro dos radiadores dos veículos, tem que conter um produto que se chama “aditivo para radiadores”. Bom... mas e aí? O fato é que o aditivo para radiador deve conter anticorrosivo (antiferrugem), para evitar a corrosão do radiador, deve conter inibidor de temperatura alta (antifervura) para evitar o super aquecimento, inibidor de temperatura baixa (anticongelante), para evitar congelamento. O aditivo também deve ser lubrificante para que possa lubrificar a bomba dágua. Isso é o básico para qualquer tipo de fluido de radiador. O problema é que existem muitos fluídos no mercado prometendo todas essas funções citadas acima. Como vamos saber se eles vão cumprir com suas obrigações na hora do funcionamento? Procure ler atentamente o rótulo do produto que você vai comprar. Todos os aditivos para radiadores devem ter uma norma mínima aceitável do Inmetro: NBR 13.705. Em 16/10/97, o Inmetro concluiu a análise em aditivos concentrados para radiador, a fim de verificar a conformidade em relação à Norma NBR 13.705/96.

Em 95, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo, em conjunto com o Instituto Paulista da Qualidade, analisou os aditivos concentrados para radiador devido ao grande número de denúncias com relação a este produto e, das 23 marcas analisadas de acordo com os requisitos da norma americana para o produto, apenas 6 foram aprovadas em todos eles. Este resultado negativo mobilizou a ABNT no sentido de criar uma norma brasileira.

Esta nova avaliação visa verificar se os fabricantes/importadores já se adequaram a norma.

Este produto tem em sua composição básica o etilenoglicol ou o propilenoglicol que, embora possuam a mesma função, a de aumentar o ponto de ebulição da água utilizada para resfriar o motor do automóvel, evitando o seu superaquecimento, diferem pelo fato do primeiro ser tóxico e portanto, nocivo à saúde, enquanto o segundo é um produto que pode ser encontrado até mesmo em pastas de dente. Porém, não há nenhum tipo de impedimento normativo para sua utilização do etilenoglicol.

AS HOMOLOGAÇÕES

As hosmologações com aprovação de montadoras são muito importantes. Quando estampadas no rótulo do produto podem passar garantia de se estar usando um produto de confiança, aprovado pela montadora. Podemos usar como exemplo o aditivo para radiadores da Fiat, o Paraflu. Este contem a homologação Fiat 9.55523.

ALGUMAS HOMOLOGAÇÕES MAIS CONHECIDAS NO MERCADO

MERCEDES BENZ:MB325.0

MB325.2

MB325.3

VOLKSWAGEN: G11 (inorgânico – convencional – cor azul ou verde)

G12 - VW 774D (Orgânico de cor rosada ou uva)

FORD: WSS-M 97B44-C

NORMAS

ALGUMAS NORMAS MAIS CONHECIDAS NO MERCADO

ASTM D 3306 - especificação padrão para o refrigerador do motor da base do glicol de etileno para o serviço do dever do automóvel e da luz.

ASTM D 4985 -
especificação padrão para o refrigerador do motor da base do glicol de etileno para o serviço resistente do motor diesel.

D15 em refrigeradores do motor - Retirada do padrão Volume 15.05, 2000 D 4656-98, especificação para o refrigerador aqueous do motor da base do glicol de etileno de Prediluted (% do mínimo de 50 volumes) para automóveis e serviço do Luz-Dever

SAE J 1034 – Norma americana (prevenção contra desgaste de metais)

BIBIOGRAFIA: www.google.com.br, www.inmetro.gov.br

16 de jun de 2007

Cuidados para o óleo do carro

Quase metade dos lubrificantes à venda é adulterada, e ANP diz que fechará empresas.

Os motoristas brasileiros devem redobrar a atenção. Não bastasse o risco de comprar gasolina e álcool adulterados, agora é preciso também se precaver contra o óleo que lubrifica os motores dos automóveis e motos. Num mercado que movimenta cerca de R$ 4,5 bilhões por ano, quase a metade dos óleos lubrificantes vendidos no país está adulterada. A constatação é de pesquisa de qualidade, realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre julho e setembro e concluída na semana passada, à qual O GLOBO teve acesso com exclusividade. A Superintendente de Qualidade de Protudos da ANP, Maria Antonieta Andrade de Souza, explica que o monitoramento da qualidade dos óleos lubrificantes foi feito em quatro estados (São Paulo, Bahia, Goiás e Tocantins), além do Distrito Federal, no terceiro trimestre do ano, revelando dados preocupantes. Segundo a executiva, das 284 amostras coletadas 46,4 estavam fora das especificações (adulteradas). A Agência acredita que o problema ocorra em todo o país em escala semelhante.
A pesquisa revelou que a maior parte dos problemas encontrados se referia à ausência total de aditivos em boa parte das amostras de óleo - alerta Maria Antonieta.

Fonte:
Ramona Ordoñes
Revista Sindilub